MANIFESTO
“Indústria” é uma palavra séria. Lembra fábrica, cheiro de graxa, uniformes azuis, máquinas trabalhando enquanto alguém confere números numa prancheta.
“Criativa” é diferente. Palavra generosa, cabe em qualquer lugar: está no cartão de visita, no LinkedIn, na bio do Instagram. Todo estagiário é criativo, toda empresa é criativa, todo mundo tem uma ideia genial guardada na gaveta.
Por isso, quando as duas palavras aparecem juntas, a combinação soa estranha.
Indústria Criativa. É quase uma contradição.
Afinal, rola um papo por aí de que criatividade nasce do improviso, da inspiração repentina, daquele momento mágico em que alguém tem uma ideia brilhante e tudo se resolve. É uma boa história, só não é a nossa.
Aprendemos há muito tempo que ideias, por melhores que sejam, existem aos milhares e não pertencem a ninguém.